Honra, segundo a definição de Samuel Johnson, não consiste apenas na atitude considerada eticamente excelente, mas na procedência do poder de se tornar nobre ou famoso.

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Pesquisas globais têm mostrado que muitas logos corporativas, como o “M” famosinho aí de cima, são mais famosas do que qualquer celebridade ou outro símbolo. Então tecnicamente falando, a maior honra, tanto quanto tornar-se famoso e mundialmente reconhecido, seria simplesmente a honra de se tornar um palhaço amarelo e vermelho, um mascote fast food. Mas não é bem assim, para adquirir honra é necessário praticar o próprio caráter com valores de respeito, dignidade, moralidade, justiça e inspiração da mais pura e benéfica.

Nem todas as pessoas de honra são honradas. Como pode um grande e reconhecido ato público, proveitoso de um momento certo e oportuno, ser comparado à honra de ser simplesmente a melhor pessoa que podemos ser? Um bom cidadão, uma mãe, um pai. Tanto pelo inverso, ser uma pessoa não reconhecida mas que no entanto é um herói significante para poucos. Sua família, seus amigos, para aquela pessoa que realmente precisa de você. Dr. Philip Zimbardo tem criado uma organização que promove o heroísmo nas pessoas através de uma única teoria:

Teoria da imaginação heróica:
Um herói à espera, abdicando do
egocentrismo em nome do sociocentrismo.

 

Mas seria o reconhecimento meramente um acidente de sorte, um efeito bola de neve, uma acumulação de vantagem? As pessoas que se destacam quando jovens estão na verdade dando acesso a mais oportunidades, o que as levam a conseguir cada vez mais oportunidades no futuro. Com o passar do tempo acumula-se mais e mais neve até que eventualmente se torna uma bola gigante, provinda da pequena bolinha da qual era a pessoa original.

Philip Zimbardo diz que a maioria dos heróis são pessoas comuns e que emergem como heróis em situações particulares. Portanto, um argumento justo poderia ser feito diante da convicção de que, se você fez a coisa certa quando confrontado em situações envolvendo coragem e virtude, esta seria a maior honra atingível, a vida mais honrada de todas. Agora, ter o seu comportamento reconhecido ou não, bom, Catão o Velho uma vez questionou o valor atribuído a prêmios físicos ao simplesmente dizer:

“Depois que eu estiver morto
prefiro ter pessoas perguntando
por que não há mais monumentos meus
do que, por que me fizeram um.”

 

Uma moeda por seus pensamentos: